Autorizados pelo banco de Portugal
Intermediário de crédito nº0006530
Nas últimas semanas, não se fala noutra coisa a não ser no financiamento a 100% aos jovens com até 35 anos.
Mas vamos lá entender uma coisa, o estado DÁ a garantia para que possa existir um financiamento a 100% por parte dos jovens com até 35 anos. Mas quem têm que pagar a casa, a 100%, são os jovens. E como não existe, entrada inicial e com isso não existe também, a redução do valor em divida pela casa que será comprada, o montante dos juros pagos pelo financiamento, serão maiores e a prestação mensal será mais elevado do que num financiamento a 90%, praticado até então.
Se um jovem com até 35 anos, comprar um casa no valor de 200.000€, por um prazo máximo de financiamento 40 anos, com uma taxa variável.
– Com a forma de financiamento anterior, ou seja, a 90%, os jovens teriam de fazer uma entrega inicial de 20.000€, recorrendo a um financiamento de 180.000€, a prestação rondaria os 700€ por mês. Sendo o Montante Total Imputado ao Cliente (MTIC) no final do financiamento de cerca de 355.000€.
– No mesmo banco, com as mesmas condições, taxas e prazos, mas para um financiamento a 100% com garantia do estado, ou seja, recorrendo a um financiamento de 200.000€, sem entrada inicial, a prestação rondaria os 770€ por mês. E nesta situação o montante pago até ao final do contrato de crédito pelo cliente será de mais de 400.000€.
Entendo que, as casas hoje, custam muito mais do que deviam e que cada vez é mais difícil, juntar algum dinheiro para a entrada inicial. E que, quem o conseguiu juntar esse dinheiro, o prefira guardar para depois de comprar casa, a possa mobilar e colocar a seu gosto.
Contudo, precisamos de fazer hoje, as contas do dinheiro de amanhã.
É claro, que as novas medidas do governo, ajudam os jovens de mais de uma forma e não só pela garantia de financiamento a 100%.
Com esta nova medida do estado, sempre que se trate da primeira aquisição de imóvel para habitação própria e permanente, por quem tenha até 35 anos de idade, com um valor máximo de 316.272€, fica isento do pagamento de IMT (Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis), é um imposto cuja receita cabe aos municípios onde se localizam os imóveis, e do pagamento de imposto de selo.
A poupança conseguida com esta aprovação, entre IMT e o Imposto de selo variam conforme o valor de compra. Contudo, para uma de 200.00€ estamos a falar de poupança no valor de 5.578€.
Mas para aderir a estas novas medidas do estado é preciso cumprir todos os seguintes requisitos:
• Os beneficiários do contrato tenham entre 18 e 35 anos de idade e domicílio fiscal registado Portugal;
• Os beneficiários do contrato cujos rendimentos que não ultrapassem o 8.º escalão do IRS, ou seja 81.199€ brutos anuais;
• Os beneficiários do contrato não sejam proprietários de nenhuma casa ou apartamento;
• Os beneficiários do contrato nunca tenham usufruído da garantia pessoal do Estado ao abrigo do presente diploma;
• O valor da compra não exceda os 450.000€;
• A garantia pessoal do Estado não pode ultrapassar 15% do valor da compra; e
• A garantia pessoal do Estado destina-se a viabilizar que a instituição de crédito financie a 100% do preço de compra.
E é nestes requisitos todos e na reunião de todos os documentos necessários para provar o cumprimento de todos os requisitos, que os jovens estão a encontra alguma dificuldade.
Contudo, no primeiro mês, já foram gastos cerca de 25% do valor máximo, que as instituições de crédito, podem atribuir, com financiamento a 100%.
O montante total, deverá esgotar antes do prazo previsto.
Por isso, se és jovem com até 35 anos de idades, queres comprar casa e já fizeste contas á vida, apressa-te.
Acompanha a rubrica quinzenal da Eduarda Pereira
Para mais reflexões sobre este e outros temas, acompanha a rubrica quinzenal no jornal O Povo Famalicense e descobre insights úteis sobre gestão financeira e consumo.
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