Autorizados pelo banco de Portugal
Intermediário de crédito nº0006530
Chegamos ao início do ano e agora é preciso cumprir os desejos para 2025.
Se um dos desejos foi aumentar a poupança, eu estou aqui para o ajudar. Qualquer que seja o desejo pedido na passagem de ano, esse não se concretizará sozinho, é preciso muito foco e força de vontade.
Se assumirmos uma poupança como mais uma despesa e nos obrigarmos, no início do mês, a colocar lá o valor programado, será mais fácil atingirmos o nosso objetivo. Se esperarmos pelo fim do mês para colocar na poupança o dinheiro que sobra, certamente o valor a poupar será muito inferior ao do início do mês.
Devemos, de acordo com o nosso orçamento e objetivos futuros, estabelecer um valor a poupar mensal. Esse valor deve ser fixo e retirado da conta à ordem para a conta poupança logo no início do mês. Recebemos o nosso ordenado, pagamos as contas fixas e colocamos logo o dinheiro na poupança.
No início será mais difícil, mas prometo que, quando começarem a ver o valor da poupança a aumentar, o sentimento de desejo realizado será compensador.
Compre o necessário e pense que tudo o que comprar sem necessidade estará a diminuir a sua poupança e a perder o foco. Não é necessário comprar mais um par de sapatos pretos, para aumentar a indecisão na hora de vestir, mantenha simples.
Também não precisa de comprar aquela máquina que está a dar repetidamente na TV e que, ao fim de algum tempo, de ouvir a música agradável do jingle e as cores atrativas que a equipa de marketing tanto estudou para o atrair, acaba por desejar. Será mais uma coisa para gastar dinheiro e, depois, para guardar no armário.
Faça um bolo em família e visite os familiares. Quem não adora um bolo caseiro e uma chávena de chá? Precisamos, cada vez mais, de estreitar os laços e dar valor à família e aos amigos.
Se passarmos tempo de qualidade com eles, não será tão difícil escolher a prenda do próximo Natal. As coisas melhores não são necessariamente as mais caras.
Que 2025 seja um ano de viragem na consciência financeira.
Que o foco se mantenha ao longo do ano e que a vontade de uma vida financeiramente mais organizada não se perca. Devemos definir a nossa meta, sermos específicos com os nossos objetivos, atribuir-lhe um valor e determinar o prazo para esse objetivo, sem perder o foco nunca.
Cá em casa, a porta do frigorífico é o sítio ideal para colocar tudo o que não podemos esquecer.
Depois de todas as contas feitas, o nosso objetivo fica mensurável.
Coloque no frigorífico uma foto do sítio onde quer ir, para manter o foco e relembrar.
E ao poupar:
Coloque o dinheiro numa poupança que aceite reforços e que pague juros. Em vez de pagar juros do crédito, irá receber juros da poupança realizada. Pode ser pouco, mas será o fruto do seu esforço.
É preciso fazer contas à vida.
Para mais reflexões sobre este e outros temas, acompanha a resenha quinzenal da Eduarda Pereira no jornal O Povo Famalicense e descobre insights úteis sobre gestão financeira e consumo.
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